terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A PALAVRA DE DEUS CONFRONTA NOSSO ESTILO DE VIDA




- Salmos 119:105
         A Palavra de Deus nos traz direção para tudo o que devemos fazer. Ela ilumina cada passo que damos, mas também traz luz para todo o caminho que temos a percorrer. Nos não sabemos andar sem um guia. E a Palavra é o guia que nos direciona o caminho a ser andado.
         Porém muitos tem buscado no ato de ouvir a Palavra uma satisfação pessoal, emocional. Querem ao ler a Bíblia ter uma sensação de degustação, admiração, que lhe provoque apenas conforto para seus problemas ou lhe traga alegria e emoções, como se estivessem lendo um romance.
         Embora a palavra de Deus seja linda e muitas vezes poética, ela não tem como principal função trazer prazer aos nossos ouvidos. Ela não deve ser encarada apenas como um objeto de estudos teológicos que mostram fatos que aconteceram e fatos vindouros. Mas deve ser encarada como um manual de vida, que nos traz um modelo a ser seguido e por isto nos traz em sua leitura um confronto com nosso estilo de vida pecaminoso.
         Se não estamos sendo confrontados pela Palavra não estamos servindo a  Deus.  E a motivação de muitos “cristãos” está em satisfazer sua própria vontade, isto está errado. Congregamos onde nos sentimos melhores, ficamos onde ouvimos pregações que vêm de encontro as nossas necessidades. Não deve ser assim. O certo é congregar onde Deus quer que estejamos, ficar onde a Palavra de Deus está nos exortando e nos moldando segundo a Sua vontade.

- Hebreus 4:1-13
         Não podemos cair no erro de Israel que ouviu a Palavra por diversas vezes, mas que por desobediência fracassou na entrada em Canaã. Aquele que confia em Cristo encontra em Deus repouso e desfruta da sua criação. Alcançamos a isto com ajuda do Espírito Santo. A sua Palavra julga as nossas intenções, prova nossos corações. Ela penetra em nós e divide, trazendo a revelação se vivemos com base em Deus ou em nós mesmos. Nada fica encoberto diante dos olhos do Senhor.
         As pregações de Cristo confrontavam aqueles que queriam ouvir apenas palavras bonitas e não queriam largar o pecado, nem viver em inteireza de coração. Por isto Ele foi rejeitado pelos seus. Em Nazaré quando Jesus lê um trecho de Isaías todos se maravilharam, mas quando ele confronta e mostra que nos tempos de Elias e Eliseu não foram os de Israel que receberam milagres, o povo se ira contra Ele (Lucas 4:16-30).
         Mais uma vez, em Mateus 10:34-39, Jesus mostra que não veio trazer a paz, palavras que seriam boas aos ouvidos dos homens. Mas sim a espada, que traz a divisão e põe a prova a nossa motivação e sentido da vida. Nada pode ser mais importante do que a aliança que temos com o Senhor.
         A nossa carne cogita para o pecado, a Palavra nos aponta a vontade de Deus e o Espírito Santo nos convence disto. Então temos dentro de nós uma batalha sendo travada, a vontade da carne contra a vontade do Espírito (Gálatas 5:17).
         Se em todos os cultos ficamos alegres com nós mesmos, se quando lemos a Palavra não sentimos arrependimento e constrangimento estamos sendo seletivos com a Bíblia, pois ela muda e transforma nosso caráter, ela nos confronta. Se só estamos dando risada nos cultos, ou então só choramos por emoção num louvor, algo está errado dentro de nós. Temos buscado a Deus com um motivação errada. Se a Palavra que ouvimos está sempre servindo para ministrar nosso vizinho, parente ou ovelha, não estamos dando ouvido para aquilo que Deus tem nos falado, a palavra parou de nos cortar. Pois a sua Palavra quer nos provocar mudança. E muitas vezes com a exortação ficaremos tristes com nós mesmos, mas isto é um sinal de que algo está sendo mudado dentro de nós. Na nossa natureza não gostamos de ser contrariados, mas o constrangimento que sentimos é para produzir arrependimento e não remorso. Este arrependimento gera a cura, a nossa transformação.
         A boa obra que Deus começou em nossas vidas Ele quer terminar, mas precisamos deixar que Ele assim faça. Nós ainda somos imperfeitos, por isto continuaremos a ser confrontados para nos aperfeiçoarmos em Deus e chegarmos a varão perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo (Efésios 4:13).
         Será que já chegamos a esta medida? Já somos perfeitos? A obra está completa? Não há mais nada que precisa ser mudado em nós?
         Se reconhecemos que ainda há algo a ser feito, então devemos aceitar as inúmeras possibilidades que Ele tem nos dado de aceitar a sua transformação em nossas vidas. Não receber a Palavra para transformar os outros, mas antes sermos transformados por ela.


         Senhor, completa sua obra de transformação em minha vida!

Nenhum comentário:

Postar um comentário